Sesimbra

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CRÓNICA Nº 9 OS IMPOSTOS QUE NOS SÃO IMPOSTOS

CRÓNICA Nº 9  -  OS IMPOSTOS                                                          
Página Cor-de-Rosa a Preto e Branco – uma crónica de Maria Populina, Licenciada em Economia Doméstica, Mestra em Economicismo e agora, Doutora em Qualquer-Coisa e, acima de tudo, Especialista em Croniquetas Sociais.
Ora vivam os meus leitores e as minhas leitoras, bom dia, boa tarde ou boa noite, consoante a hora a que me estão a ler, de preferência de manhã ou à tarde para não gastarem muito na electricidade pois a Crise continua na mesma e vamos lá ver até quando… p’lo andar da carruagem…nem para as calendas gregas….mas enfim…é o que nos é imposto e cá o povo…aguenta-se!
A propósito de imposto é sobre isso mesmo que hoje vou versejar…em prosa!  Como está bem de se ver, os Impostos são uma coisa que nos é Imposta e à qual não podemos fugir… (alguns!) que há outros que fogem e fogem e voltam a fugir e não lhes impõem nada a não ser umas penas suspensas e que penas, ou outra coisa do género que eles depois ficam todos inchados e até parecem uns passarocos que a vossa Populina tem cá em casa e que fazem cá uma chilreada… mas dos outros nem se ouve falar e até parecem aves raras…. Mas acreditem que não são mesmo nada raras…tantas são!
Vamos lá então a explicar os Impostos, ora todos eles têm uma coisa comum… começam por um I, ora vejam lá se seguem aqui o meu pensamento: temos o IVA, o IRS, o IRC, o IMT, o IS (estes são aqueles mais pequenotes que andam pelos partidos como aias das princesas (os IS MAN) ou que dizem sim a tudo o que os seus manda-chuva mandam fazer…senão lá têm o lugarzito à disposição de outro IS (sim que há sempre um à espreita que outro meta a pata na poça…e com o que tem chovido por aí….ui, ui)
Eu cá estarei para vos contar mais tarde. mas, prosseguindo, ainda temos outros I’s: o IMI, o IA, o ISV, o IUC, etc… portanto, como podem ver são I’s que nunca mais acabam… e quem os paga?… ora está-se mesmo a ver que somos sempre os mesmos, pois então… e que nos resta destes I’s para andarmos de carinha laroca e animada….? Ficarmos com o que sobra dos I’s todos: as Iscas! E vejam lá se desenjoam.
Esta das Iscas foi ideia do meu Manel que ontem pediu cá a janota para lhe por umas iscas em ‘vinha d’alho’ pois já andava com saudades… e eu lá lhe vou fazer a vontadita.
Saudades temos nós todos dos que não nos Impunham tanta coisa, não havia cá tanto Imposto e muito menos tantos Impostores, sim que quem nos obriga ou Impõe estes Impostos só pode ser da autoria de um Impostor. Ora vejam lá o raciocínio:
IRS – Impostores que Roubam os Singulares;  IRC – Impostores que Roubam os Colectivos;  IA – Impostores do Automóvel… Imaginem que se agora ficarem a dever algo ao Fisco…se vos apanharem a conduzir, Roubam-vos logo o Carrinho para Penhora e que se Lixe cada um de nós… vamos a pé nem que seja de Bragança a Vila Real de Santo António…porque somos pobrezitos para ter uma casinha da ‘Gaivota’ em Albufeira…. Um ninho de pardal e já é um Figo… do Algarve, não é?
Bem meus leitores lá vou fritar a batatinha para as Iscas e vamos lá a ver qual o próximo Imposto que os Impostores nos vão Impor|
Vá, meus queridos Amigos, até à minha próxima Crónica que, como já scalculam, é sobre as MAIS-VALIAS.
Aqueles Beijos e Abraços para todos, desta vossa sempre Amiga e sempre à vossa serventia.
‘Maria Populina’                                                                                                           (By Nuno Teodósio)

A Prometida Crónica sobre o FMI

CRÓNICA Nº 8  -  O F.M.I.                                                          

Página Cor-de-Rosa a Preto e Branco – uma crónica de Maria Populina, Licenciada em Economia Doméstica, Mestra em Economicismo e agora, Doutora em Qualquer-Coisa e, acima de tudo, Especialista em Croniquetas Sociais.
Ora vivam os meus leitores e as minhas leitoras, bom dia, boa tarde ou boa noite, consoante a hora a que me estão a ler, de preferência de manhã ou à tarde para não gastarem muito na electricidade pois a Crise está de mal a pior, ou péssimo, mesmo.
O que é o FMI de que tanto se fala de há uns tempos para cá? Ora, eles dizem que é uma coisa…Fundo Monetário Internacional! Mas não é! E a vossa Maria Populina sabe bem disto que andei a ver os Ficheiros Secretos… noites e noites a fio a tentar descobrir…. E descobri sabem o quê? Que afinal, FMI é apenas um Fundo de Maneio Imperceptível…. Quem diria… com tal alarido em todos os jornais, telejornais, discursos políticos, etc…
Pois é isso mesmo, nada mais que um Fundo de Maneio Imperceptível… e que quer isto dizer? É tão simples de explicar queridas e queridos leitores… Uns senhores lá de fora, do chamado estrangeiro, que têm umas poupançazecas arrecadadas e estão dispostos a ‘ajudar ‘ aqueles que precisam… e como? De forma tão simples quanto subtil… emprestam uns milhõezitos de euros e obrigam a cotar e a poupar em tudo, aumentando o que podem e não podem, o que querem e não querem… e nós, de forma imperceptível poupamos porque não temos como gastar, economizamos, no bolso deles pois os nossos bolsos continuam vazios e, no fim, sim quando estivermos mesmo no fim, pagamos-lhes o que nos emprestaram e com juros… e lá se vai tudo por água abaixo pois o Fundo de maneio deixou-nos sem Fundo e sem maneio e a dita ‘ajuda’ foi mesmo imperceptível… ou pior, deu foi para perceber que não foi ajuda nenhuma para nós… eles é que levaram cá uma daquelas ajudas pois encheram-se com o nosso dinheiro, o que não nos deixaram ter, o que nos cortaram e ainda mais os juros como se fossem usurários… bem, quem diria se não o são mesmo!
Desta forma simples se percebe o jogo do rato e do gato entre políticos e economistas… uns com medo que o FMI entre em Portugal, outros achando muito bem que cá se instalem (ora pois, têm os seus bens bem guardadinhos nas off-shores e nos países livres de impostos) e por isso não os afecta, pelo contrário…ficam muito bem sentadinhos a ver os outros todos cada vez com menos e no fim serão eles os heróis da nação… e lá voltam os Champalimauds, os Espírito Santo, os Jerónimos Martins e outros que serão um novo F.M.I. – Força do Monopólio Independente… Vêm para tomar conta de todo o Portugal deixando à míngua quem já à míngua está fortalecendo os seus mananciais de capital e riqueza…
Ora muito bem, assim mesmo é que é! E já agora quer se mexam muito, pouco ou nada… nós somos sempre os mexilhões… e quando a maré sobe…já sabem o que nos acontece.
Hoje o meu manel foi ali ao café beber uma bejeca com um pires de tremoço e deu-me tempo para esta croniqueta… agora vou porás delicias do mar no arroz que até lhe vai saber a santola!
Vá, meus queridos Amigos, pr’á próxima, já sabem, venho cá falar-vos dos IMPOSTOS.
Aqueles Beijos e Abraços para todos, desta vossa sempre Amiga e sempre à vossa serventia.
‘Maria Populina’                                                                                                           (By Nuno Teodósio)

CRÓNICA Nº 7 da 'Mª POPULINA' - OS BANCOS

  OS BANCOS                                                            

Página Cor-de-Rosa a Preto e Branco – uma crónica de Maria Populina, Licenciada em Economia Doméstica, Mestra em Economicismo e agora, Doutora em Qualquer-Coisa para além de cada vez mais Especialista em Croniquetas Sociais.
Ora vivam os meus leitores e as minhas leitoras, bom dia, boa tarde ou boa noite, consoante a hora a que me estão a ler, de preferência de manhã ou à tarde para não gastarem muito na electricidade.
Como prometido, e a Vossa cada vez mais querida Maria Populina não falha nunca, cá estou para vos explicar bem explicadinho o que são os bancos. Em primeiro lugar há que esclarecer os tipos de bancos que existem, pois é, temos três tipos de bancos, dois deles com o mesmo fim: o banco de jardim e o banco de casa… e esses, todos nós conhecemos e muito bem. Depois há o outro Banco. Voltando atrás na história, os primeiros bancos apareceram por parte de famílias muito famosas e muito, muito, muito ricas mesmo, os Burnay, os Sotto Mayor, os Totta, os Espírito Santo, os Santander, e os Barclays, para não perder o resto do espaço que me sobra para vos dar a relembrar todos os nomes dos ricalhaços que não sabendo o que fazer às suas fortunas… criavam um banco. Agora já é diferente, os que não têm onde cair de mortos e pobres de todo, criam bancos para fazerem fortunas… não sabiam? Mas é a verdadinha… pura, nua e crua.
Antigamente os bancos serviam para lá guardarmos as nossas parcas poupanças que, com o tempo, lá iam engordando mais ou menos mas sempre rendiam qualquer coisa…. E se precisávamos lá se pedia um créditozito que até não custaria assim tanto a pagar… e assim, ganhavam os bancos e ganhávamos nós, pois lá íamos cuidando das nossas vidinhas com maior ou menor sacrifício… Agora vejam bem o que acontece e todos nós somos as vítimas do novo sistema dos bancos.
Primeiro, para se ter um pequeno benefício, temos de ter a conta ordenado, pagar pelo banco a luz a água, o gás, a escola dos fedelhos, a conta do supermercado, o cartão de roubo, desculpem, de crédito, para não falar do crédito da casa, do carro, das cinco ultimas férias as Caraíbas e ao Brasil, enfim… e do ordenado, agora com redução de dez por cento, aumento dos ‘spreads’ que é assim um imposto sobre a taxa ou imposto que já temos… lá desaparece o ordenado todinho e ainda são nossos amigos que nos disponibilizam umas centenas de euros da nossa contita para ficar a negativo e poderem cobrar uns jurozitos a mais, para além das comissões… ai isto tudo faz-me cá uma comichão no neurónio da confusão…
Sabem que mais, o melhor ainda é fazermos como no tempo das nossas avós que torciam o nariz à novidade dos bancos, como quem diz: quando nos prometem uma grande esmola, nós os pobres desconfiamos. E como não temos a distinta lata de criar um Banco para ganharmos fortuna… o melhor mesmo é comprarmos um colchão de palha e começar a pôr lá as notitas de 5, 10 e 20 euros que as outras a seguir nem nos tocam nas mãos…
E pronto, lá tá o meu Manel a refilar porque quer a janta a tempo e horas na mesa pois vai dar o Festival da Canção… Como se alguém já ligasse a isso… é como as misses…. foi chão que já deu uvas….como os bancos…. Eu cá para mim, prefiro os globos de ouro ou as galas… se não virmos no dia…repetem sempre uma dúzia de vezes… Lá tenho de ir minhas Amigas e meus Amigos, pr’á próxima, já sabem, venho cá falar-vos do FMI.
Aqueles Beijos e Abraços para todos, desta vossa amiga sempre à vossa serventia.
‘Maria Populina’                                                              
                                             (By Nuno Teodósio)

ALERTA: INSTRUMENTALIZAÇÃO DO ENSINO PARTICULAR COM CONTRATOS DE ASSOCIAÇÂO



Não dá sequer para acreditar!... quando, às escolas do Ensino Privado com Contrato de Associação, lhes retiram os Lucros garantidos para se gabarem de serem melhores que os estabelecimentos de Ensino Particular que sobrevivem exclusivamente...das mensalidades que os Pais e Encarregados de Educação, muitos com enorme sacrifício, pagam ...para ter um ensino mais próximo, num equilíbrio ESCOLA-ALUNO-FAMÍLIA.
E essas escolas com Contrato de Associação que vivem em grande e com milhares de alunos que lhes fazem crescer os lucros com milhares, milhões de Euros... Sá Assim se compreende ESTA INSTRUMENTALIZAÇÃO... é Vergonhoso!


Que a Comunicação Social saiba distinguir os vários tipos de Escola do Ensino Particular...

Parece um espectáculo com GUIÃO e já bem ENCENADO! Poderá ser...TEATRO...de Fantoches ou UMA FANTOCHADA! Tenho Dito!
Nuno Teodósio

CRÓNICA Nº 6 DA 'Mª POPULINA' - A BOLSA

CRÓNICA Nº 6  -  A BOLSA                                                                                        
     Nuno Teodósio

Página Cor-de-Rosa a Preto e Branco – uma crónica de Maria Populina, Licenciada em Economia Doméstica, Mestra em Economicismo, Doutora em Qualquer-Coisa e Especialista em Croniquetas Sociais.
Ora vivam os meus leitores e as minhas leitoras, bom dia, boa tarde ou boa noite, consoante a hora a que me estão a ler, de preferência de manhã ou à tarde para não gastarem muito na electricidade. Em primeiro lugar, mereço os vossos parabéns pois acabei de concluir o meu Doutoramento em ‘Qualquer-Coisa’, o primeiro no nosso País (sim, que nestas coisas nós somos sempre os primeiros).
Passo então a explicar aos meus amigos o que é A Bolsa. Este é, de certeza, o tema mais fácil para perceberem. Bem, eu também, da forma como vos explico, percebem logo à primeira, não é? Pois é! Então cá vai a explicação da forma mais simples: A Bolsa é uma coisa que são duas ou melhor ainda, para perceberem melhor, são três... a Bolsa, Bolsa, a Bolsa, Bolsa de Valores Mobiliários e a Bolsa, Bolsa de Mercados Imobiliários... Até aqui tudo muito fácil! Ora a Bolsa, Bolsa é a nossa, aquela que usamos todos os dias, dentro da carteira, com os eurozitos, os poucos que há para o nosso dia-a-dia mas que, com os meus conselhos vão rendendo e, vá-lá, vá-lá que ainda nos vamos aguentando. Depois, temos as outras duas Bolsas, que movimentam mais uns eurozitos que nós, também diga-se de passagem que não são assim muitos mais... são só uns milhõezitos com aqueles zeros todos que nos deixam a cabeça a andar à roda e que já nem conseguimos converter nos velhitos escudos. Mas isso também não tem agora nada a ver com o assunto. O que interessa é perceber o que são as duas Bolsas que nos restam... a dos Valores que tem a ver com o Mobiliário (não, não é nada disso, não tem a ver com a cómoda, a mesa e as cadeiras lá de casa...  se bem que, para alguns, é cá cada cadeirão... ui, ui...) ou seja, com a quilo que se mexe que é móvel como por exemplo os jogadores de futebol, as acções, coisas da Banca e de outras empresas que se compram e vendem de um dia para o outro num sobe e desce que ora está no verde, ora está no vermelho ou ora está na ‘linha de água’ que é como quem diz, em águas mornas ou melhor ainda, no não aquece nem arrefece. Entendidos até agora? Ah, claro que sim, eu já sabia... A seguir vem a Bolsa dos Mercados e aqui convém não fazer confusão... já sabia que estavam a pensar que tinha a ver com o que sacamos da nossa bolsa quando vamos ao mercado e queremos três quilos de maçãs e só trazemos um e meio, e mal pesado, ou queremos duas dúzias de carapaus e só trazemos uns seis ou sete porque a bolsa esvaziou-se num instante... mas não, essa é a primeira de que vos falei, a Bolsa, Bolsa. Esta, a dos Mercados é a dos Imobiliários... das coisas que não podem mudar de lugar, que não se mexem... quer dizer, a não ser quando alguém se lembra de ‘gamar’ a alguém aquilo que não se mexe... um prédiozito, por exemplo. Mas adiante, essa bolsa é aquela dos Imóveis, das casitas, dos apartamentos, etc... das coisas que também andam para cima e para baixo como os elevadores e que tem a ver com a conjuntura do Mercado.... ora está bom para comprar predios, vivendas e outras coisas e tais, mas não há ‘money’ (hoje é à inglesa), ora está bom para vender porque nos fartamos de ganhar umas pipas de euros que até parece uma Herança do Rockfeller... quer dizer, quem tem alguma coisa para vender… pois, cá para a gente, o pouco ou nada que ainda temos já está Hipotecado... Tal como o nosso País... Ai este meu Manel que está sempre apressado por causa do jantar... hoje é porque dá bola na TV e, segundo a bolsa dos valores mobiliários houve uns jogadores quaisquer que foram vendidos por umas ninharias de duzentos ou trezentos milhões de euros...(ora o que é isso para nós?) e o meu Manel quer ver se ele vale mesmo esse dinheirão! Pr’á próxima venho cá falar-vos dos Bancos.
Bem, muito à pressa, só dá para vos deixar os Beijos e Abraços desta vossa amiga sempre ao dispôr.
‘Maria Populina’                                    (By Nuno Teodósio)

CRÓNICA Nº 5 DA 'Mª POPULINA' - O SR. PRESIDENTE

CRÓNICA Nº 5 
O SR. PRESIDENTE                                                                            

Página Cor-de-Rosa a Preto e Branco – uma crónica de Maria Populina, Licenciada em Economia Doméstica, Mestra em Economicismo e Especialista em Croniquetas Sociais.
Ora vivam os meus leitores e as minhas leitoras, bom dia, boa tarde ou boa noite, consoante a hora a que me estão a ler, de preferência de manhã ou à tarde para não gastarem muito na electricidade. Lá fomos todos, uma vez mais, às urnas... cruzes, credo, canhoto!... nada tem a ver com os serviços fúnebres... se bem que, no que se compara ao tédio de ir às urnas, um velório sempre é mais animado, contam-se anedotas e revêem-se velhos amigos e amigas. Mas pronto, ir lá pôr o papelinho bem dobradinho para ninguém ver é que foi importante.
Como esperado, lá ganhou o Sr. Presidente e agora a questão mais pertinente: O que é ser Sr. Presidente? Ora a Vossa Amiga Populina está cá mesmo é para vos explicar estas coisas:
Ser Presidente não é nada fácil, é um cargo a desempenhar muito difícil e que exige muita, mas mesmo muita responsabilidade. Ora imaginem só, ser Sr. Presidente obriga a ter de ir trabalhar todos os dias, com ‘choffeur’ (pensavam que aqui a Amiga Maria não sabia falar francês? Ah pois é!) Mas, onde ia eu?... Ah, só a trabalheira e os nervos miudinhos de não se poder atrasar porque o sr. ‘choffeur’ está lá em baixo à espera e, se calhar, a empatar o trânsito que às dez da manhã, não se esqueçam, é hora de ponta para os ricaços, que nós, os do povo, temos a hora de ponta às sete da matina. E depois, imaginem o que é ter guarda frentes e costas e lados (só falta um por baixo e outro por cima) sim, que nunca se sabe quando um pombo se descuida... ou a EDP tem uma caixa aberta no passeio... E depois, ter de ir num carro preto, blindado e tudo mais e, ainda por cima para um escritoriozeco num Palacete... é obra, e não é para qualquer um... exige-se ter um cavaco de testa! Ah pois é…!
Depois, o Sr. Presidente tem de ter algum vagar na sua agenda (será que é um Moleskine?) para poder fazer as visitinhas aos amigos no estrangeiro, com convites formais e tudo... tudo com muito rococó... (esta faz-me lembras qualquer coisa que escrevi antes sobre os pombos...) bem, vamos mas é ao que interessa que o tempo escasseia que o meu Manel já tá para ali a refilar...
Ia eu então a dizer que o Sr. Presidente ainda tem de dar despacho logo pela manhã, bem cedinho às nove... bem deve é ‘despachar’ de casa pois por hábito só precisa de ‘picar o ponto’ no escritório depois das dez... E depois, são cerimónias e inaugurações, cortar fitas (desculpem isto era eu a fazer um flash-back, ou seja, a voltar atrás ao tempo da outra senhora).
Acima de tudo, o Senhor Presidente precisa de ajudar quem precisa, velar pelos interesses dos que têm dificuldades e de quem sofre. Tem de ter sempre, mas sempre, sempre, boas acções, boas acções dele e da família, acções para dar e vender (principalmente se com isso lucrar alguma coisa).
E, por fim, o Sr. Presidente tem de estar sempre sorridente para motivar a populaça, ou seja, tem de estar sempre muito Alegre (sem qualquer tendência de Voto, ou de Veto!) Ora bem... cá está tudo bem explicadinho que, como já sabem, destas coisas percebo eu.
E ficam, como já é habitual, com as minhas beijocas e os abraços do costume até à próxima Crónica sobre A Bolsa.
Desta Amiga, sempre à Vossa mercê,     ‘Maria Populina’                                                 
(By Nuno Teodósio)
Post-scriptum: O Sr. Presidente tem ainda como função…. não dar cavaco a ninguém. Tenho dito!

PSEUDO SONETOS I, II e III em 11-1-11

III


És o sonho que destruí
Desdenhando o nosso amor
Nunca até hoje, até aqui
Percebendo a razão do fervor

Do que é sentir a Paixão
E o esforço de quem o faz
Aconselhando com boa intenção
no desejo de uma intensa paz

para ambos no mundo
um sonho a dois viver
como quem, desde o fundo

no paraíso quer ser
ave liberta de tudo
presa no profundo escurecer


11.1.11

PSEUDO SONETOS I, II e III em 11-1-11

II

A minha Vida  é um nada
Em que a transformei
É uma Espada Aguçada
Que sobre mim pendurei

Infinito é esse Todo
No qual eu me perdi
Caindo de bruços no lodo
Em que nunca me revi

A inquietude mata-me
Esta falta de senso também
E a espada com seu gume

Afiado, a levarme ao Além
Esfria a alma já sem lume
Na Paz que dou a Alguém

11.1.11

PSEUDO SONETOS I, II e III em 11-1-11

I


Vivo a angústia do Presente
Um amor que desejo intenso,
Sem dar valor a quem o sente
Quebrando um vaso de fumo denso

Um vaso de vida sem sabor
Um cristal recheado de ilusão
A certeza de Todo o teu Amor
Na verdade da minha traição

Tecendo Lágrimas de dor
Pedindo um último perdão
Para retribuir com todo o calor

Não somente à tua Paixão
Corresponder-te  com ardor
Sem cair de novo em tentação.


 
11.1.11

CRÓNICA Nº 4 'SER DEPUTADO' - JORNAL RAIO DE LUZ / SESIMBRA

CRÓNICA Nº 4  -  SER DEPUTADO                                                  
Crónica Cor-de-Rosa a Preto e Branco – uma crónica de ‘Maria Populina’, Licenciada em Economia Doméstica, Mestra em Economicismo e Especialista em Croniquetas Sociais.
Ora vivam os meus leitores e as minhas leitoras, bom dia, boa tarde ou boa noite, consoante a hora a que me estão a ler, de preferência de manhã ou à tarde para não gastarem muito na electricidade. Depois das Festas Natalícias e do Reveillon, que isto de palavras lá de fora ficam sempre bem em qualquer croniqueta... Cá Voltamos a este Curso Especial sobre Economia e Economicismo... e não só... Como Prometi hoje ia falar sobre... O que é Ser-se Deputado?
Bem, se estivéssemos em terras do Brasil, podíamos dizer como o Palhaço Tiririca  que, quando lá chegasse, iria então dizer o que é... mas, como por cá apenas temos o nosso BataToon e não me parece que ele esteja muito virado para as ‘palhaçadas’ em São Bento, aqui a Vossa Amiga Maria Populina vai hoje dedicar-se à Poesia, essa tão digna Arte para melhor vos explicar:
“Ser Deputado é ser mais alto, (tirando o Sr. Marques Mendes), é ser maior, muito maior (principalmente no ordenado)
Do que os outros homens (e Mulheres)! Sacar Tudo como quem dá de mão beijada!
É fingir ser mendigo mas ser bem Rico e fingir dar como quem o seja (ou quem se acha ser)
Rei do Reino de Aquém e de Além (Portugal e Algarves, Ilhas incluídas... ) Ai que Dor!
É ter de mil desejos (que são cumpridos à Vontade de cada um) é ter o esplendor
E não saber o que fazer ou sequer o que se deseja! (nem mesmo o que tanto se prometeu)
É ter cá (lá) dentro  de cada um, um astro que flameja, (no desejo de mais, mais e mais ainda....)
É fazer de conta que tem garras e asas de condor! (sem sequer passar de uma Ave de Rapina...)
É fazer o Povo  ter fome, é ter sede e ganância de chegar ao Infinito do Poder!
Por elmo, para encapotar  as verdades das manhãs de oiro e de cetim... (ou de nada e coisa nenhuma),
É condensar o mundo num só grito! (O Nosso grito de Dor, Nós o Povo que sofre às suas mãos...)
E é votar em ti, assim, perdidamente... porque não se tem alternativa...
É  dizeres ser a nossa alma, e sangue, e vida em nós, mas sem passar de Vergonhas e Misérias
E o querermos dizer (protestando) cantando(?), chorando, gritando para toda a gente saber! “
E pronto! Assim, com ajuda da Florbela Espanca que deu o mote, talvez seja mais fácil perceber-se o tema a que me propus... Ai, Credo, Só agora reparei nas horas... tenho mesmo de ir que o meu Manel já está a reclamar por causa do meu atraso para fazer a janta...
Ficam os beijos e os abraços do costume e até à próxima Crónica sobre O Sr. Presidente.
Desta vossa sempre às ordens,     ‘Maria Populina’                                        (By Nuno Teodósio)